Certamente, este é um dos filmes que mais mexeu com minhas emoções, já o vi pelo menos umas cinco vezes e sempre o recomendo, óbvio que não agrada a todos, porém ninguém há de negar que é encantador, tanto pelas belas paisagens, quanto pela atuação do elenco.
Vicky Cristina Barcelona acompanha duas amigas de férias na capital catalã. Vicky (Rebecca Hall) é centrada, prática. Cristina (Scarlett Johansson) é o oposto: impulsiva, meio-artista. Em Barcelona, no verão, as duas visitam os cartões postais da cidade, vagueiam pelas ruas ensolaradas e numa noite conhecem Juan Antonio (Javier Bardem), um pintor que teve um divórcio conturbado da mulher, Maria Elena (Penélope Cruz), linda e maluca.
O encontro entre as garotas e Juan Antonio parece dizer ao público: "bem, agora sim elas chegaram a Barcelona". E assim, o filme começa.
Há uma leveza maior sem, no entanto, banalizar ou simplificar as emoções dos personagens. Talvez o tempo tenha amenizado a angústia e o diretor e roteirista tenha compreendido que algumas coisas nem sempre podem ser analisadas de forma racional. Às vezes, nem um analista ajuda.
Isso parece ser dito na abertura do filme. E é dito de forma alegre, quase descompromissada, graças à saltitante música tema "Barcelona", de Giulia &, Los Tellarini, que pergunta: "Por que tanto perde-se/Tanto buscar-se/Sem encontra-se?".
Não é um filme romântico, é um filme que fala do amor que consome e é consumido, um amor que está longe da transcendência, mas flerta com a decadência. Mais humano do que divino. Um amor pós-romântico.
Woody Allen diz muito a respeito da irracionalidade, da maluquice, dos absurdos de um relacionamento amoroso.
É um filme para assistir sem expectativas, assim como os melhores momentos de nossas vidas acontecem, sem que tenhamos criado ilusões em torno dos mesmos.
#ficaadica
Vicky Cristina Barcelona
Direção: Woody Allen
Elenco: Javier Bardem, Scarlett Johansson, Rebeca Hall, Penélope Cruz, Patricia Clarkson, Chris Messina.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
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Um comentário:
Adorei o texto! E essa última frase.. "É um filme para assistir sem expectativas, assim como os melhores momentos de nossas vidas acontecem, sem que tenhamos criado ilusões em torno dos mesmos." nota 10. Grande beijo
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