
Meu ídolo! Amo, amo, amo! Como dá para notar na foto, eu estava radiante, muito feliz, a foto nem me favoreceu, mas estar ao lado dele é um sonho!

ANTÔNIO VILLEROY LANÇA SEU NOVO ÁLBUM "JOSÉ" (RS/RJ)
Teatro São Pedro
Dias 01 e 02 de maio - sábado 21h e domingo 18h
O cantor e compositor Antônio Villeroy estreia a turnê de lançamento do seu álbum José.
Tendo composições conhecidas nas vozes de Ana Carolina e Maria Bethânia, suas inquietações extrapolam para todos os lados o eterno presente da música pop. Quem o acompanha desde seu trabalho anterior, Sinal dos tempos, sabe disso. Ali há um diálogo claro com a tradição da canção "clássica" brasileira, que por sua vez é marcada por uma abertura artística que não se deixa limitar pela vontade de repetição da indústria cultural. Pois o que Antonio Villeroy faz nesse novo trabalho, José, é oferecer ao público a sua face menos visível.
Duas forças estéticas e existenciais disputam em seu trabalho. De um lado, as características que podemos reunir como formadoras de um estilo em tom maior: uma imaginação ambiciosa, em escala vasta, passando pela Bíblia e por Homero, vazada numa escrita metafórica, às vezes enigmática, discursiva, a frase melódica flertando com a prosa. São assim, por exemplo, a canção que abre o disco, "Ouro", e que trata de um afeto demasiadamente humano, a ambição, assim como em "Odisseia", alusão ao Odisseu homérico.
Mas de outro lado, por sua vez deseja dar forma e rigor, exatidão e serenidade. Aqui aparece o Villeroy amante da canção enxuta, cada coisa em seu lugar. Em "Recomeço" e "1 e 2", por exemplo, estão a forma perfeita da canção, a linguagem direta e coloquial, a emoção medida. São os traços de um estilo em tom menor. A instrumentação é em geral pequena, a sonoridade procura o suave, a precisão e a delicadeza, e o canto lhes acompanha.
Porém por trás disso tudo há um drama que se passa. Não é por acaso que a primeira palavra do disco é "Eldorado", e a última canção se abre perguntando: "E agora, você?". As canções desenham um percurso, uma errância, uma tentativa de saber o que aconteceu, o que se deve fazer e, sobretudo, quem se é. O Eldorado das imaginações quinhentistas é recusado em favor do olhar da mulher, que, esse sim, "é ouro". Mas a mulher o abandona na canção seguinte, e o sujeito desarvora. Essa tristeza acaba se tematizando, às avessas, na imprevista leitura de "Felicidade", que aqui se pode chamar com razão de lupicínica. Mas o cinismo não é o forte de Villeroy, de modo que as canções reencontram sua alegria em faixas como "El guión" e "Velas para todos os santos", essa de sonoridade surpreendente.
Seja como for, depois do fim, uma faixa bônus, aparentemente despretensiosa, não deixa de nos contar um segredo: a alegria é a prova dos nove, e não existe criação triste. Triste é não criar.
*Fonte site do Teatro São Pedro.

Nenhum comentário:
Postar um comentário