segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Borboletas no estômago...


Sabe as tais borboletas no estômago? Elas incomodam, causam excitação, ansiedade e muita confusão mental e desequilíbrio.
Ao mesmo tempo que é uma delícia, é tb um tormento. Delícia de fazer chorar de alegria, de loucura e de adrenalina. Tenho medo dos "novos desafios" e de tudo que é instável, mas é disso que preciso para viver, de novidades, de situações que me tiram o chão e que fazem levitar.
Vontade gritar ao mundo: sim, acho que estou apaixonada! 
Não teria essa coragem, porque nem eu tenho essa certeza.
Viva la vida!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Prazo de validade


Assim como os produtos, as pessoas também possuem prazo de validade.
Se você não consumir num determinado período, não adianta colocar no congelador. Acabou a validação e paciência! Não adianta, não terá o mesmo sabor, não terá o mesmo odor e muito menos terá a mesma satisfação com o “produto”, este não causará o mesmo efeito, que antes proporcionava.
É como a Coca-Cola, só é uma delícia, quando recém aberta, depois perde o gás, fica horrível, doce em excesso. As pessoas perdem o encanto, perdem o calor e não há o que fazer, não voltará a ter o mesmo gostinho de quero mais, de mais um copo geladinho e com todo gás.
Assim como eu, assim como você, ninguém tem interesse em produtos que não tragam emoção. Então não dá para colocar pessoas no congelador e trazê-las novamente como algo novinho, serão apenas “reaquecidas”! Vamos consumir menos e aproveitar mais o que nos é ofertado, antes que o prazo de validade expire. #ficaadica

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Por que as pessoas valorizam o esforço e a sedução?

Texto maravilhoso de Ivan Martins - editor-executivo Revista Época

Há conversas que nunca terminam e dúvidas que jamais desaparecem. Sobre a melhor maneira de iniciar uma relação, por exemplo. Muita gente acredita que aquilo que se ganha com facilidade se perde do mesmo jeito. Acham que as relações que exigem esforço têm mais valor. Mulheres difíceis de conquistar, homens difíceis de manter, namoros que dão trabalho - esses tendem a ser mais importantes e duradouros. Mas será verdade?

Eu suspeito que não.

Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima: não entro em clube que me queira como sócio. É engraçado, mas dói.

Também somos educados para o sacrifício. Aquilo que ganhamos sem suor não tem valor. Somos uma sociedade de lutadores, não somos? Temos de nos esforçar para obter recompensas. As coisas que realmente valem a pena são obtidas à duras penas. E por aí vai. De tanto ouvir essa conversa - na escola, no esporte, no escritório - levamos seus pressupostos para a vida afetiva. Acabamos acreditando que também no terreno do afeto deveríamos ser capazes de lutar, sofrer e triunfar. Precisamos de conquistas épicas para contar no jantar de domingo. Se for fácil demais, não vale. Amor assim não tem graça, diz um amigo meu. Será mesmo?

Minha experiência sugere o contrário.

Desde a adolescência, e no transcorrer da vida adulta, todas as mulheres importantes me caíram do céu. A moça que vomitou no meu pé na festa do centro acadêmico e me levou para dormir na sala da casa dela. Casamos. A garota de olhos tristes que eu conheci na porta do cinema e meia hora depois tomava o meu sorvete. Quase casamos? A mulher cujo nome eu perguntei na lanchonete do trabalho e 24 horas depois me chamou para uma festa. A menina do interior que resolveu dançar comigo num impulso. Nenhuma delas foi seduzida, conquistada ou convencida a gostar de mim. Elas tomaram a iniciativa – ou retribuíram sem hesitar a atenção que eu dei a elas.

Toda vez que eu insisti com quem não estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado.

Relato essa experiência para discutir uma questão que me parece da maior gravidade: o quanto deveríamos insistir em obter a atenção de uma pessoa que não parece retribuir os nossos sentimos?

Quem está emocionalmente disponível lida com esse tipo de dilema o tempo todo. Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?

Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir?

Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio). Na prática, como não temos 100% de certeza sobre as coisas, e como não nos controlamos 100%, oscilamos entre uma e outra posição, ao sabor das circunstâncias e do tamanho do envolvimento. Mas a maioria de nós, mesmo de forma inconsciente, traça um limite para o quanto se empenhar (ou rastejar) num caso desses. Quem não tem limites sofre além da conta – e frequentemente faz papel de bobo, com resultados pífios.

Uma das minhas teorias favoritas é que mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega. E o tipo de personalidade que insiste demais numa conquista pode estar movida por motivos errados: o interesse é pela pessoa ou pela dificuldade? É um caso de amor ou de amor próprio?

Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Carpinejar III - Injustiça


— Não confie na frase de sua avó, de sua mãe, de sua irmã de que um dia encontrará um homem que você merece.

Não existe justiça no amor.

O amor não é censo, não é matemática, não é senso de medida, não é socialismo.

É o mais completo desequilíbrio. Ama-se logo quem a gente odiava, quem a gente provocava, quem a gente debochava. Exatamente o nosso avesso, o nosso contrário, a nossa negação.

O amor não é democrático, não é optar e gostar, não é promoção, não é prêmio de bom comportamento.

O melhor para você é o pior. Aquele que você escolhe infelizmente não tem química, não dura nem uma hora. O pior para você é o melhor. Aquele de quem você procura distância é que se aproxima e não larga sua boca.

Amor é engolir de volta os conselhos dados às amigas.

É viver em crise: ou por não merecer a companhia ou por não se merecer.

Amor é ironia. Largará tudo — profissão, cidade, família — e não será suficiente. Aceitará tudo — filhos problemáticos, horários quebrados, ex histérica — e não será suficiente.

Não se apaixonará pela pessoa ideal, mas por aquela que não conseguirá se separar. A convivência é apenas o fracasso da despedida. O beijo é apenas a incompetência do aceno.

Amar talvez seja surdez, um dos dois não foi embora, só isso; ele não ouviu o fora e ficou parado, besta, ouvindo seus olhos.

Amor é contravenção. Buscará um terrorista somente para você. Pedirá exclusividade, vida secreta, pacto de sangue, esconderijo no quarto. Apagará o mundo dele, terá inveja de suas velhas amizades, de suas novas amizades, cerceará o sujeito com perguntas, ameaçará o sujeito com gentilezas, reclamará por mais espaço quando ele já loteou o invisível.

Ninguém que ama percebe que exige demais; afirmará que ainda é pouco, afirmará que a cobrança é necessária. Deseja-se desculpa a qualquer momento, perdão a qualquer ruído.

Amar não tem igualdade, é populismo, é assistencialismo, é querer ser beneficiado acima de todos, é ser corrompido pela predileção, corroído pelo favoritismo. É não fazer outra coisa senão esperar algum mimo, algum abraço, algum sentido.

Amor não tem saída: reclama-se da rotina ou quando ele está diferente. É censura (Por que você falou aquilo?), é ditadura (Você não devia ter feito aquilo!). É discutir a noite inteira para corrigir uma palavra áspera, discutir metade da manhã até estacionar o silêncio.

Amor é uma injustiça, minha filha. Uma monstruosidade.

Você mentirá várias vezes que nunca amará ele de novo e sempre amará, absolutamente porque não tem nenhum controle sobre o amor.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Carpinejar II - Depois de muito amor


O Carpinejar me surpreende e me encanta, ele lê a alma feminina!

A mulher somente despreza quem ela amou demais. Não é qualquer homem que merece, não é qualquer pessoa. Pede uma longa história de convivência, tentativas e vindas, mutilações e desculpas. O desprezo surge após longo desespero. É quando o desespero cansa, quando a dúvida não reabre mais a ferida.

É possível desprezar pai e mãe, ex-esposa ou ex-marido, daquele que se esperava tanto. Não se pode sentir desprezo por um desconhecido, por um colega de trabalho, por um amigo recente. O desprezo demora toda a vida, é outra vida. É nossa incrível capacidade de transformar o ente familiar num sujeito anônimo.

Assim que se torna desprezo, é irreversível, não é uma opinião que se troca, um princípio que se aperfeiçoa. Incorpora-se ao nosso caráter.

Desprezo não recebe promoção, não decresce com o tempo. Não existe como convencer seu portador a largá-lo. Não é algo que dominamos, tampouco gera orgulho, nunca será um troféu que se põe na estante.

Desprezo é uma casa que não será novamente habitada. Uma casa em inventário. Uma casa que ocupa um espaço, mas não conta.

É a medida do que não foi feito, uma régua do deserto. A saudade mede a falta. O desprezo mede a ausência.

O desprezo não costuma acontecer na adolescência, fase em que nada realmente acaba e toda vela de aniversário ainda teima em acender. É reservado aos adultos, desconfio que deflagre a velhice; vem de um amor abandonado. Trata-se de um mergulho corajoso ao pântano de si, desaconselhável aos corações doces e puros, representa a mais aterrorizante e ameaçadora experiência.

Indica uma intimidade perdida, solitária, uma intimidade que se soltou da raiz do voo.

O desprezo é um ódio morto. É quando o ódio não é mais correspondido.

Não significa que se aceitou o passado, que se tolera o futuro; é uma desistência. Uma espécie de serenidade da indiferença. Não desencadeia retaliação, não se tem mais vontade de reclamar, não se tem mais gana para ofender. Supera a ideia de fim, é a abolição do início.

Não desejaria isso para nenhum homem. O desprezado é mais do que um fantasma. Não é que morreu, sequer nasceu; seu nascimento foi anulado, ele deixa de existir.

O desprezo é um amor além do amor, muito além do amor. Não há como voltar dele.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

"Isso também vai passar!"

Chico Xavier costumava ter em cima de sua cama uma placa escrita: "Isso também vai passar!"

Então perguntaram a ele o porquê disso. Ele disse que era para que quando estivesse passando por momentos ruins, se lembrar de que eles iriam embora, que iriam passar, e que ele estava vivendo isso por algum motivo.
Mas essa placa também era para lembrá-lo de que quando estivesse muito feliz, não deveria deixar tudo para trás e se deixar levar, porque esses momentos também iriam passar e momentos difíceis viriam novamente.
É exatamente disso que a vida é feita, momentos. Momentos que TEMOS que passar, sendo bons ou não, para o nosso próprio aprendizado. Nunca esquecendo do mais importante: Nada nessa vida é por acaso.
Absolutamente nada! Por isso temos que nos preocupar em fazer a nossa parte, da melhor forma possível.. A vida nem sempre segue o nosso querer.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Dúvidas

Nunca tenho certeza de nada, não sei o que é melhor para mim, não sei a atitude que devo ter, quando parto para uma decisão, logo vem a incerteza: será que deveria mesmo ter sido assim?
Estou vivendo um momento que demanda maior senso do que realmente tem valor em minha vida. Em que minha atenção está voltada para as coisas que realmente importam, a fim de que eu saiba saiba separar o que é mera distração do que tem significado pessoal de importância. Ao mesmo tempo, preciso trabalhar um pouco mais o desapego, a fim de não me deixar limitar por apenas um aspecto ou uma pessoa.
Preciso evitar a auto sabotagem e me proteger das minhas próprias atitudes.


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Carpinejar I

"Liberdade na vida é ter um amor para se prender." [Carpinejar]

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Vicky Cristina Barcelona

Certamente, este é um dos filmes que mais mexeu com minhas emoções, já o vi pelo menos umas cinco vezes e sempre o recomendo, óbvio que não agrada a todos, porém ninguém há de negar que é encantador, tanto pelas belas paisagens, quanto pela atuação do elenco.
Vicky Cristina Barcelona acompanha duas amigas de férias na capital catalã. Vicky (Rebecca Hall) é centrada, prática. Cristina (Scarlett Johansson) é o oposto: impulsiva, meio-artista. Em Barcelona, no verão, as duas visitam os cartões postais da cidade, vagueiam pelas ruas ensolaradas e numa noite conhecem Juan Antonio (Javier Bardem), um pintor que teve um divórcio conturbado da mulher, Maria Elena (Penélope Cruz), linda e maluca.
O encontro entre as garotas e Juan Antonio parece dizer ao público: "bem, agora sim elas chegaram a Barcelona". E assim, o filme começa.
Há uma leveza maior sem, no entanto, banalizar ou simplificar as emoções dos personagens. Talvez o tempo tenha amenizado a angústia e o diretor e roteirista tenha compreendido que algumas coisas nem sempre podem ser analisadas de forma racional. Às vezes, nem um analista ajuda.
Isso parece ser dito na abertura do filme. E é dito de forma alegre, quase descompromissada, graças à saltitante música tema "Barcelona", de Giulia &amp, Los Tellarini, que pergunta: "Por que tanto perde-se/Tanto buscar-se/Sem encontra-se?".
Não é um filme romântico, é um filme que fala do amor que consome e é consumido, um amor que está longe da transcendência, mas flerta com a decadência. Mais humano do que divino. Um amor pós-romântico.
Woody Allen diz muito a respeito da irracionalidade, da maluquice, dos absurdos de um relacionamento amoroso.
É um filme para assistir sem expectativas, assim como os melhores momentos de nossas vidas acontecem, sem que tenhamos criado ilusões em torno dos mesmos.

#ficaadica
Vicky Cristina Barcelona
Direção: Woody Allen
Elenco: Javier Bardem, Scarlett Johansson, Rebeca Hall, Penélope Cruz, Patricia Clarkson, Chris Messina.

Traição

Na semana que passou o assunto foi: traição!
Cada um com seu ponto de vista, uns queimam numa fogueira a criatura que ousa trair, outros não a inocentam, mas também não sentem-se tão atrevidos a ponto de julgá-la. E assim, segue a discussão a respeito de traição.
Eu tenho uma opinião um tanto quanto ousada a respeito, o que significa que não vejo com normalidade o fato de trair ou ser traído, apenas vejo sem extremismo. A traição para mim, não é o ato em si, mas o fato de envolver sentimentos. Se meu namorado apenas ficar com alguém, por atração, eu conseguiria ignorar o acontecimento, porém, se meu namorado demonstrar interesse , sentir admiração, pensar em outra pessoa, isto é, envolver-se com sentimentos, isso é traição e me abala.

Por acaso, um dos temas do Caderno Donna da Zero Hora, de hoje dia 15 de agosto, é justamente TRAIÇÃO. Abaixo segue, é uma leitura que vale a pena, nem que seja para discordar de tudo que foi dito.

Fonte: Caderno Donna, Zero Hora, 15 de agosto de 2010.

"Pesquisa investiga os motivos por que homens e mulheres são infiéis

Veja depoimentos de quem já pulou a cerca e os motivos que os levaram a fazer isso

A pergunta será feita em algum momento por quem se descobre traído por aquele que ama. Por quê? O que faltou?

Essa também é a pergunta feita já no título do novo livro da antropóloga Mirian Goldenberg: Por que Homens e Mulheres Traem?. Em busca de respostas, Mirian realizou uma pesquisa com 1.279 homens e mulheres das camadas médias cariocas, de nível universitário e idades entre 18 e 50 anos. A primeira constatação é que, ao menos no discurso, a traição é uma prática frequente: dos entrevistados, 60% dos homens e 47% das mulheres admitiram já ter traído alguma vez na vida.

Mas segue a pergunta: por quê? Com a experiência de quem se dedica há duas décadas a comprender temas como sexualidade e novas conjugalidades na cultura brasileira, a professora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro consegue desconstruir o lugar-comum e iluminar um tema tão antigo quanto palpitante. Estão lá, claro, as desculpas clássicas, como a velha máxima da "natureza masculina". Mas a pesquisadora vai além da figura do homem que se julga poligâmico por natureza (embora ele exista, como mostra o estudo) e detalha outras razões que levam à infidelidade, sinalizando mudanças de costumes: mulheres alegando falta de intimidade com o marido e o desejo de se sentirem desejadas, e homens justificando a infidelidade por conta de crise no casamento, ou sofrendo por serem traídos.

- Há muita coisa nova que mostra que a igualdade entre os gêneros é muito maior hoje do que há 30 anos. A própria desculpa da "natureza masculina" já não pega tanto: há fatores sociais que explicam a traição, não biológicos. As mulheres mudaram muito e já não entram nessa, embora sigam usando as desculpas delas, de que a culpa é do marido. Mas os homens, daqui a pouco, vão dizer: "Se não estou te satisfazendo, vamos nos separar". Quem trai tem que lidar com aquele que escolheu para viver.

Uma missão mais difícil hoje: em tempos de maior liberdade de escolha, diz Mirian, a descoberta de uma traição tem ainda mais poder para destruir o casamento. Confira nas páginas a seguir a entrevista com Mirian Goldenberg e os depoimentos de homens e mulheres contando por que traíram.

Por que eles traem

Entre as justificativas mais comuns dos 444 homens entrevistados, estão variantes para "natureza masculina" (genética, vocação, "sou fiel a mim mesmo"...), questões circunstanciais (oportunidade, Carnaval, "Não dizer não a uma cantada"), meas-culpas (burrice, imaturidade, vaidade, fraqueza), necessidade de (se) comparar ("Para descobrir se era melhor que minha esposa", "Competição com os Amigos") e ainda crise pessoal ou no casamento.

Por que elas traem

Das razões mais apontadas pelas 835 entrevistadas (quase o dobro dos homens), variações de uma mesma nota: insatisfação com o parceiro, carência e desejo de se sentir desejada e especial. A parte da lista iniciada por "falta de" tem 25 variantes, de intimidade a romance.

A "outra" e única

Não só a esposa, a outra também exige fidelidade. Na pesquisa, todas afirmam que seus amantes não têm mais relações sexuais com a mulher. Na cama e no desejo do parceiro casado, elas se sentem as únicas, o que serve também para justificar a situação.

Não há o "outro"

Muito se fala da outra, mas pouco ou nada do "outro". Mirian Goldenberg explica: não existe a figura do outro na nossa cultura, apenas do homem que faz outro de corno.

- Ele é o poderoso, o que vai dizer com orgulho "Estou transando com a mulher do fulano". E está com várias outras, sem esperar um telefonema dela, passivo, no sábado à noite.

Poligâmicos X monogâmicos

Na pesquisa, despontaram dois grupos de homens: os poligâmicos, que criticam a hipocrisia da sociedade por tentar regular a natureza masculina, e os monogâmicos, para quem a fidelidade é uma necessidade amorosa. Mas alguns ditos monogâmicos são infiéis. O que muda é a desculpa, observa Mirian:

- O poligâmico diz que não pode trair sua natureza, e o monogâmico alega crise pessoal ou do casamento. A diferença é que o poligâmico trai mesmo amando e desejando a esposa, e o monogâmico, não.

ENTREVISTA

Em entrevista por telefone, desde o Rio, Mirian Goldenberg comenta a pesquisa que apresenta no livro Por que Homens e Mulheres Traem:

Donna - Os números da sua pesquisa impressionam: 60% dos homens e 47% das mulheres dizem já ter traído. Isso lhe surpreendeu?

Mirian Goldenberg - Não. Primeiro, porque estou trabalhando com o discurso sobre traição: não sei se efetivamente 60% dos homens e 47% das mulheres já traíram. Isso é o que eles dizem. Segundo, homens parecem trair mais não só numericamente, mas mais frequentemente. A pergunta feita é "Você já traiu alguma vez na vida?" e não "Você está traindo agora?". Homens traem mais e com mais mulheres ao longo da vida. As mulheres já traíram alguma vez, não quer dizer que tanto ou com tantos homens. Só que o significado da traição é diferente para homens e mulheres: elas podem se sentir traindo apenas por ter dado um beijo. Traem por sentir alguma falta, não necessariamente de sexo.

Donna - Na lista das razões mais comuns por que as entrevistadas traem, chama a atenção que grande parte começa com "falta de...".

Mirian - A falta delas é de um tipo de comunicação, de atenção, de intimidade, de que precisa para se sentir em uma relação de verdade. Não é uma falta sexual. Por um lado, é essa falta de intimidade, e por outro, de se sentirem romanticamente - não apenas sexualmente - desejadas. Poderia ser pelo marido, que não faz mais isso. Com a desculpa do casamento, as pessoas fazem coisas horríveis com o outro, não só vestir a pior roupa, como ficar com a pior cara e tratar do pior jeito. Muita gente trai por isso: para ser o seu melhor, o mais sedutor, charmoso e bonito que não consegue ser com a esposa e o marido.

Donna - No livro, as mulheres reclamam mais intimidade, e os homens, mais compreensão. Em que momento se dá esse desencontro?

Mirian - Um exemplo é o da mulher de 60 anos que transa com o cara de 40. Encontrei muitas mulheres nessa faixa com amantes mais jovens, e é óbvio que o que eles estão buscando não é o sexo, mas um espaço onde se sintam de novo admirados, ouvidos. A mulher (do homem citado acima) está sempre mal-humorada, dizendo que ele não faz o que deveria. Muitos homens se sentem assim no casamento, e as mulheres estão realmente exigindo como nunca. E muitos encontram na amante aquela coisa mais gostosa e tranquila, principalmente quando é uma mulher que estava sem parceiro e está feliz porque encontrou um cara a fim de ficar com ela. Tem gente que acha: "É um retrocesso, então a mulher tem que ser submissa". Mas essas mulheres que encontrei não são submissas, estão escolhendo ter uma relação com homens casados e querendo agradá-los porque querem esse homem. É uma escolha.

Donna - A senhora desmitifica no livro a imagem da amante como a "destruidora de lares".

Mirian - Sim, ela não é essa mulher que todo mundo diz, fatal, economicamente dependente, que está sugando o dinheiro dele. Encontrei mulheres comuns, que vivem com muito sofrimento o fato de não serem únicas e que têm a ilusão de que são únicas (no desejo do homem). E encontrei mulheres traindo muito longe do estereótipo de "Oh, está enganando o marido, como é canalha". E mostro também homens que não traem, homens que ficam sem saber o que fazer com essa nova mulher poderosa, homens que sofrem por uma traição ou por trair. O livro quebra muitos estereótipos não só da traição, mas do casamento. De certa forma, muitas vezes, os homens e as mulheres não são culpados pela traição. O casamento mudou, e as pessoas seguem pensando que permanece o mesmo.

Donna - À luz da traição, como repensar o casamento?

Mirian - As pessoas acreditam que o casamento pode ser aquela coisa segura, estável, mas não é mais isso. Depois do divórcio, da independência econômica da mulher, da igualdade maior de gênero e do comportamento sexual mais livre, as pessoas que se casam têm que prestar muita atenção: se é aquele parceiro que querem, têm que investir de outra forma. A traição tem um significado bem diferente de há 30 anos, quando não havia o divórcio, a mulher era dependente, e era legítimo o homem trair.

Donna - Que significado?

Mirian - Hoje, a traição tem um peso maior e destrói muito facilmente um casamento. A mulher, principalmente, como mostra a pesquisa, é a que menos aceita ser traída. A fidelidade passou a ser o valor maior do casamento. Por quê? As pessoas podem escolher mais e, quando escolhem, aquele parceiro tem a expectativa de ser único.

Donna - Justamente por haver mais liberdade de escolha, por que permanecer em uniões insatisfatórias em vez de se separar?

Mirian - Há o valor social de ter um casamento: você se sente mais poderosa tendo um marido do que sem. Há o medo da solidão: há um estigma quanto a ser sozinho no Brasil. E a ideia de família é ainda muito forte aqui, diferentemente de outras culturas. Mas, como mostra a pesquisa, a tendência é que se separem em uma traição.

HOMENS E MULHERES RESPONDEM

Por que eu traí?

Dois homens e duas mulheres contam os motivos que os levaram a ser infiéis

Coração disponível

Aposentada de 62 anos, casada há 40, mãe de dois filhos e avó de quatro netos

"A primeira vez que tive uma relação fora do casamento foi há quase 20 anos, e o motivo acredito que seja o mesmo para todas as mulheres, a carência afetiva. A gente não trai porque quer trair, porque quer se vingar, nada disso. É uma questão de disponibilidade do coração, no momento em que tu tens uma carência muito grande, tem a ver com a rotina, problemas, enfim...
E aí, às vezes, surge uma oportunidade. Não saí de casa à procura de alguém, foi uma coincidência. Começou como uma amizade no trabalho. Depois, não éramos mais colegas de trabalho e aí rolou. Acabou sendo um amor que durou mais de 10 anos. Fui muito cuidadosa e discreta: a preocupação é não expor a família e não fazer com que outros sofram. E era uma relação com um homem também casado, e isso facilita, por a gente viver a mesma situação, de não poder sair a toda hora, de ter compromissos familiares... Faz com que a relação possa perdurar. Acabou terminando, porque ele se separou e quis viver algo que eu não podia. Escolhi meu marido, porque temos raízes, uma história familiar, filhos. É difícil ter certeza de que com essa outra pessoa eu seria feliz. Preferi manter aquilo que já conheço.
Custei a esquecê-lo. Passou muito tempo, e encontrei uma outra pessoa no bairro onde moro, por meio de amigos comuns. Começou com uma amizade e, neste ano, de repente, o coração voltou a viver. É claro que a gente pensa muito se vale a pena, mas a mulher precisa de carinho sempre. E a convivência durante anos de casamento acaba com qualquer tipo de vida afetiva, ainda mais quando temos um parceiro que não acha importante cultivar a intimidade ou namorar para deixar a vida a dois mais apimentada. O coração fica disponível.
Esse outro homem também é casado e tenho com ele uma relação diferente da anterior: não há uma paixão. O que há, na minha idade, é se sentir desejada, admirada, ter algo que levante a autoestima e rejuvenesça. Volta a sensação de que alguém tem tesão por ti e volta o teu tesão também. Para outras pessoas nessa situação, diria que, se alguém está com uma carência muito grande, mas ainda tem uma vontade de viver, amor para dar... a vida é tão curta, se a oportunidade surge, por que não vivenciar?"

Um grande investimento

Publicitária, 37 anos, casada há 10 anos, mãe de uma menina

"Quando o relacionamento começou a ficar monótono, reencontrei um amigo de infância, e surgiu um encantamento, lembranças do passado. Houve a vontade de matar uma curiosidade de adolescente, de quando éramos namoradinhos.
Foi divertidíssimo. Para dizer a verdade, foi importante para minha vida e mudou até o relacionamento dentro da minha casa. Era uma aventura. A cada momento me lembrava dele, das investidas, do flerte, e comecei a sorrir de novo, o que me valorizou mais como pessoa e como mulher. Fui fazer ginástica, cuidar de mim.
A minha resposta para por que homens e mulheres traem é que a vida deve estar muito chata e tu queres dar um colorido. E isso, naquele momento, me deixou mais bonita e mais feliz. Com o meu marido, estava tudo acomodado, rotineiro. Faltava aquilo que tu encontras num amante: planejar o encontro, te enfeitar para a pessoa, o que não existia mais no casamento. Aquela coisa de passar o dia inteiro bonita para todo mundo e, quando o teu marido chega em casa, te encontra de pijama. E isso mudou muito. Meu marido me encontrou diferente, como uma pessoa que estava se valorizando, que sentia tesão, o que foi bom para meu casamento.
Não pude dar continuidade àquele relacionamento, ou teria me incomodado. Ele também era casado, e a gente acabaria se separando. E não era isso que eu queria nem ele. Amo meu marido. Mas esse cara ficou na minha vida, como um amigo. A gente se vê eventualmente, e daí dá um friozinho na barriga. Mas temos de fazer opções, não dá para ter tudo.
Foi algo que tinha de acontecer: como se fosse um grande investimento na minha vida. E agora estou em um momento bom e não sinto vontade de repetir a experiência. Mas, se sentir, não vou deixar de fazer. Não acho que seja proibido."

Insatisfação no casamento

Contador, 55 anos, casado há 25, pai de dois filhos

"Desde os primeiros anos de casamento, foram alguns casos. A relação não estava mais satisfatória, quando se espera uma maior atenção e não tem, o que leva a uma desesperança.
Muitas pessoas perguntam: então, por que não te separas? A resposta ouvi também de amigas que estão em uma situação difícil por décadas: há uma série de valores dentro de um casamento no papel... Envolve muita coisa. Nem digo a partilha de bens, mas a questão de o que a família vai pensar, os parentes tanto de um lado quanto de outro, os filhos, os amigos, o ambiente profissional... E um certo comodismo. Sempre tem algo de bom na relação, principalmente quando há filhos.
Os casos que tive são relações circunstanciais, e o que me trazem é principalmente o aspecto sexual. Logo no início do meu casamento, ela já não demonstrava interesse. Sempre procurei mais do que fui procurado, e isso acaba, com o tempo, cansando. Como um amigo disse, não dá para esmolar o amor. O sexo, realmente, não é tudo. Quando falta, mas há carinho, dedicação, tu sentes que a outra pessoa segue apaixonada, isso já satisfaz... Mas quando tudo começa a diminuir, quando uma parte procura e não obtém, vai procurar fora. Até hoje é assim, embora no meu casamento não haja brigas. Partilhamos as coisas boas e ruins, é uma relação estável. Ainda tenho tesão pela minha mulher, embora essa relação seja esporádica e muito mecânica.
Algumas vezes, me sinto culpado (por traí-la), mas não totalmente. Há momentos em que saio do trabalho e, o que seria o ideal? Querer chegar em casa logo, por estar morrendo de saudades da mulher, querer transar, criar um clima. E o que acontece, muitas vezes, é que nem tenho vontade de ir direto para casa. Penso: "Vou chegar lá e encontrar aquele clima frio, 'oi', 'oi', como se a gente tivesse se visto há 10 minutos". Não é o que eu gostaria que fosse. Queria aquilo que há alguns anos existiu."

Natureza do ser humano

Historiador, 30 anos, mora junto há cinco, pai de um menino

"Nunca fui fiel em nenhum relacionamento. Acho que trair não é da natureza do homem, e sim da natureza do ser humano. Viajo bastante e vejo muitas mulheres traírem também, assim como eu mesmo já fiquei em congressos com mulher casada.
Tive muitos casos (durante o relacionamento atual), mesmo no começo, quando a gente namorava. Até que me apaixonei por outra pessoa na faculdade. Tivemos um caso de praticamente um ano, e quase terminei meu relacionamento - minha mulher desconfia até hoje, mas sempre consegui negar. Não me separei porque nunca deixei de gostar dela.
Ainda na faculdade tive mais uma amante, há cerca de um ano. Nesse caso, havia duas ao mesmo tempo: acabei tendo a amante da amante, mas elas acabaram descobrindo uma da outra. Amante gosta de ser a única, e, quando não é, acaba não dando certo.
No momento, não tenho ninguém além da minha mulher, mas estou sempre conhecendo muita gente, me interesso em ficar com outras pessoas. Acho que é mais pelo ego, não sei explicar... Às vezes, o casamento parece meio parado, sem graça, daí tu acabas tendo um outro relacionamento e te sentes mais motivado. Aquele clima de ficar escondendo algo, de perigo, de risco, acho que preciso disso.
Mas acredito que meu casamento vá muito longe ainda, a menos que minha mulher descubra algo ou aconteça alguma coisa. Sou feliz com ela. Minha mulher sempre esteve em primeiro lugar, e isso nunca mudou."



segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Por que os signos atravessam a rua...

Por que o Ariano atravessou a rua?
Certamente para bater boca com alguém que estava do outro lado.

Por que o Taurino atravessou a rua?
Porque encasquetou com a ideia.

Por que o Geminiano atravessou a rua?
Se nem ele sabe, como é que eu vou saber?

Por que o Canceriano atravessou a rua?
Porque estava se sentindo só e abandonado deste lado de cá.

Por que o Leonino atravessou a rua?
Para chamar a atenção, sair nos jornais, revistas, etc.

Por que o Virginiano atravessou a rua?
Ele ainda não atravessou porque está medindo a largura da rua, a velocidade dos carros, se essa experiência é válida, qual seria a melhor hora de atravessar essa rua, etc..

Por que o Libriano atravessou a rua?
Ele nem precisou atravessar. Alguém acabou oferecendo carona para ele.

Por que o Escorpiano atravessou a rua?
Porque era proibido.

Por que o Sagitariano atravessou a rua?
Porque a ideia pareceu maneira e deu vontade.

Por que o Capricorniano atravessou a rua?
Na verdade ele estava tentando se matar por atropelamento.

Por que o Aquariano atravessou a rua?
Porque isso faz parte de uma experiência que trará incontáveis avanços tecnológicos no futuro.

Por que o Pisciano atravessou a rua?
Que rua? Ih, é...

domingo, 8 de agosto de 2010

Conflitos do MSN!

MSN é uma ferramenta de comunicação maravilhosa, rápida, eficiente, instantânea e blá, blá, blá!
Porém eu tenho alguns atritos com essa ferramenta. Sei de pessoas que se comunicam muito melhor por MSN do que pessoalmente.
Comigo não funciona, o que eu digo a pessoa não compreende as entrelinhas, o que a pessoa me diz, eu leio exatamente como está escrito, um desastre a comunicação.
E nada mais terrível, quando alguém que conheço há pouco tempo, isto é, não tenho a intimidade do dia a dia, me adiciona. Aí vem minha tortura, não consigo desenvolver uma conversa.
Fica assim:
-Oi!
-Oi!
-Tudo bem?
-Tudo e tu?
-Tudo bem tb!
Aí vem aquele silêncio mortal, pausa mais que dramática, minutos e minutos de silêncio. E logo comigo, sou uma pessoa que falo mil e três palavras por minuto, mas MSN realmente me bloqueia. Aff!
Alguém mais vive isso ou sou a única lesada que não consegue? (Medo das respostas)!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Torpedos


Se tem uma coisa que tenho um apego danado são os torpedos que recebo.

Mensagens de texto sempre me causam reações, transtornos, me descompensam e também me recompensam.

Hoje recebi um torpedo e logo pensei: não é para mim, que desaforo!

Liguei com serenidade dizendo: acho que tu mandou mensagem para pessoa errada.

E ele: não, meu amor! Não mandei errado, era para ti.

E então me explicou e tinha todo sentido. Vergonha!

E pior que não fiquei com ciúme, mas pareceu que reação foi de ciumenta.

Paciência, né? Acontece!

domingo, 25 de julho de 2010

Elogios



Todo mundo já deve ter ouvido: "Elogios não me conquistam".
Para mim esta afirmação não serve, me conquistam sim. Me conquistam, porque são afirmações do que eu sou, é um bônus pelas minhas qualidades, pelas atitudes boas que tenho com o próximo, pelo carinho e alegria que tenho com as pessoas.

"Teus olhos são lindos!" São mesmo, cor linda e sempre brilhantes.

"Teu sorriso é maravilhoso"! Claro que é, sorrio com o coração, dou gargalhadas, sou feliz de verdade.

"Eu gosto do teu jeitinho"! Que fofo, né? Eu sei que sou carismática por ser verdadeira, por falar bobagens como uma criança inocente, ser natural é maior afrodisíaco do ser humano.

"Tua presença traz e deixa uma energia boa no ambiente". Que bom! Tão bom quando passo e deixo minha marca, a impressão de ser uma pessoa "leve", de bem com a vida, apesar de todas as adversidades que meus amigos sabem que vivo.

Então, faça sua parte, elogie pelo menos uma pessoa ao dia. Comece me elogiando, vou amaaar!

domingo, 18 de julho de 2010

Dica - Esperar é aprendizado!


Quem me conhece sabe da minha necessidade de resolver tudo impulsivamente e emergencialmente, como se não houvesse amanhã. Porém a maturidade está me fazendo ser mais contemplativa, para que não ocorram tantos erros, tantos desatinos.
Minha recomendação é simples, direta e clara: quietude, contemplação, espera. A planta não brota mais rápido por conta do nosso bel prazer e sim por conta de suas reais e naturais necessidades. De nada adianta tentar precipitar o que demanda tempo, é importante saber esperar o tempo certo. Procurar se voltar para dentro de si e buscar em seu próprio interior as respostas de que tanto necessita. Forçar os acontecimentos externos pode ser frustrante, pois há momentos que necessitam de introspecção reflexão.
Retornar para dentro de si, há momentos que não são para ações exteriores.

O post confuso...


Chove bastante em Porto Alegre, isso já explica muito o post de hoje.
Acordei com vontade de escrever a respeito de muitos assuntos.
Farei um post único abordando um pouquinho de tudo.
Estou muito feliz, pois tenho duas novas seguidoras no blog, a Tayná e a Rayama. Obrigada e espero que de alguma forma retribua este carinho, estes minutinhos que vocês dedicam para ler o que escrevo.

É engraçado quando alguém me pergunta: vou virar post no teu blog? Se me perguntou isso é porque não vai mesmo, muita arrogância a sua achar que és tão importante para estar aqui. Geralmente não cito nomes, até mesmo para preservar a pessoa, meus posts muitas vezes são bem ácidos. As pessoas que tem seus nomes publicados são meus amigos, pessoas do dia a dia, que farão parte da minha história para sempre. As demais, de repente até farão, mas como sou inconstante, melhor não revelar.
Algo que me define muito bem, é o fato de eu enjoar rápido das situações e das pessoas, e quem tentar ir além do limite da minha privacidade, é removido sem piedade da minha vida.
Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Com ou sem emoção? Com emoção, sempre!
Eu tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, pessoas que me fazem rir, ficarão para sempre.
"Confesso acordei achando tudo indiferente. Verdade acabei sentindo cada dia igual. Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante..."

Acordei e fui ouvir CD do Antonio Villeroy e a música Eldorado, me levou a ficar um longo período com pensamento solto, divagando do que o encontro de um olhar pode causar, quando essa troca de olhares que se fundem num só, tem o poder de nos alçar do lugar onde estamos, para um outro ambiente. Parece que tudo pára ao redor. Às vezes isso sossega o coração, em outras atiça, acelera os batimentos, quando os sentimentos misturam-se aos perfumes da paixão.
“Não cega, sossega o meu coração. Meu olho no teu acerta o centro do furacão. Teu olho no meu é ouro.”

#ficaadica: CD José de Antonio Villeroy, combina com qualquer momento e principalmente hoje, com esta chuvinha, você irá a lugares longínquos.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Homem brasileiro conforme cada região


O PAULISTA:
Encontra a mulher com o outro na cama e vai fazer terapia. Pô meu, num tô entendeeeendo!

O CARIOCA:
Encontra a mulher com o outro na cama, junta-se a eles e se diverte.

O MINEIRO:
Encontra a mulher com o outro na cama, mata o homem e continua casado com a mulher, exatamente como manda a TFM: Tradicional Família Mineira.

O CATARINENSE:
Encontra a mulher com o outro na cama e, ao contrário do mineiro, mata a mulher fica com o marmanjo só pra ele.

O CEARENSE:
Encontra a mulher com o outro na cama e, sendo o cabra da peste que é, mata os dois e arruma outra no dia seguinte.

O GOIANO:
Encontra a mulher com o outro na cama, entra em depressão, pega a viola e vai para rua à procura de outro corno para montar mais uma dupla sertaneja.

O BAIANO:
Encontra a mulher com o outro na cama, vai sentar na sala até que os dois terminem o que estão fazendo, pra ele poder dormir um pouco.

O BRASILIENSE:
Sempre que pega a mulher com outro na cama, de raiva vai para o Congresso e inventa mais um imposto.

O CURITIBANO:
Quando pega a mulher com outro na cama, não faz nada, pois curitibano não fala com estranhos.

O CUIABENSE:
Quando pega a mulher com outro na cama, agradece a Deus, pois vê que não é só ele que pega mulher feia.

Ta! Mas e o gaúcho?

Bem!

O GAÚCHO:
Mulher do Rio Grande do Sul não vai para cama com outro, porque está satisfeita com o homem que tem.

O significado das pessoas em nossas vidas


Pessoas entram na sua vida por uma razão, uma estação ou uma vida inteira.
Quando você perceber qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.

Quando alguém está em sua vida por uma razão:
É, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Às vezes, essas pessoas partem. Às vezes, eles simplesmente se vão. Outras, agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas feito. E agora é tempo de sorrir.

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma estação:
É porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de alegrias. Acredite! É real! Mas somente por uma estação.

Relacionamentos para uma vida inteira:
Te ensinam lições para sempre, coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente. Pare aqui e simplesmente sorria.
Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro,
Ame como se você nunca tivesse sido magoado, e dance como se ninguém estivesse te observando.
O maior risco da vida é não fazer NADA!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O lado B do escorpiano

Escorpião é o signo do sexo, mais para a sensualidade, é o signo do mistério, das emoções fortes e da vingança.
Resumindo: uma novela mexicana com cenas de sexo!
Escorpião encara o outro e este sem graça, porque tem um olhar profundo, intenso, mas se a criatura for zarolha, vira motivo de piada.
O problema é que o escorpião é muito intenso, então tudo tem um sentido muito profundo:
'quando toma água, está tentando aplacar a secura da solidão.'
'Quando está dormindo e ronca, é porque é a única maneira do parceiro ouvi-lo, porque ele nunca o ouve.'
Entenderam?
E escorpião também não esquece nada.
No meio de uma transa magnifica, quando você está prestes a ter um orgasmo triplo, ele para e se levanta e você, sem entender, pergunta:
- O que houve?
- Lembra-se que há dois anos atras você bateu o telefone na minha cara? Pois bem, agora você me pagou.
E sai para tomar um gole de Fanta.
O escorpião também é obcecado pelo poder.
Quando ele chega em qualquer lugar, ele passa os olhos e como tem uma boa intuição, ele sabe quem tem mais poder neste lugar e se aproxima da pessoa certa e pronto.
Faz o seu papel charmoso e em seguida fecha bons negócios, bons contatos.
Mas o escorpião trabalha duro, é persistente e como tem grande controle emocional, vai longe.
E por falar em controle emocional, ele pode estar louco de amor, ardendo por dentro, mas ela olha para você e diz:
- Você não lavou a louça, seu porco!
E como transa, aff!
Este signo descobre facilmente seu lado B, tipo aquilo que você tem vergonha mas morre de medo de falar, ele descobre e faz, é gostoso, mas dá medo.
Sei de uma moça casada, que largou marido, carrão e um bom emprego e foi para a Guiana Francesa atrás de um escorpiano louco que ela fez um sexo rápido em um banheiro de um lava-jato.
Escorpião faz sexo em qualquer lugar e quando quer sexo, vaga pelas noites.
E quando se apaixona, coragem!
Te vigia, te perturba, te persegue, te cerca.
Mas é bom, porque colega, o sexo...
Porém, não minta para ele, ele descobre!
Não tente enganá-lo, porque ele percebe.
Não apronte, porque ele se vinga.
Fora isto, é um amor de pessoa!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Por que Eva comeu a fruta?


Por que Eva comeu a fruta?
Não foi assim facinho não. No início, Eva não queria comer a fruta.
- Come – disse a serpente astuta – e serás como os anjos.
- Não – respondeu Eva, virando a cara para o lado.
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal – insistiu a víbora.
Eva cruzou os braços, olhou bem na cara da serpente e respondeu firme:
- NÃO!
- Serás imortal.
- NÃO! Já disse!
- Serás como Deus.
- NÃO e NÃO! Já disse que NÃO!
Irritadíssima, quase enfiando a fruta goela abaixo, a serpente já estava desesperada e não sabia mais o que fazer para que aquela mulher, de princípios tão rígidos e personalidade tão forte comesse a fruta. Até que teve uma idéia, já que nenhum dos argumentos havia funcionado.
Ofereceu novamente a fruta e disse com um sorrisinho maroto:
- Come, boba. EMAGRECE!
Foi fatal...

Dica do ministro

Dúvidas em relação à declaração do ministro da Saúde: sexo 5 vezes por semana.

Com a recomendação do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que indica fazer sexo 5 vezes por semana para se manter saudável, surgem algumas dúvidas:
Os planos de saúde irão cobrir esse tipo de tratamento?
É possível abater gastos com motel, bordel e sex shop do imposto de renda?
Justificar faltas no trabalho com recibo de motel alegando que estava fazendo tratamento?
Será preciso receita médica para comprar filme pornô?
Monogamia não coloca a saúde em risco?
Masturbação é automedicação?
Suruba é saúde coletiva?
Swing não é mudança de tratamento?
Voyeurismo não é tratamento assistido?
Travesti é medicamento genérico?
Obsessão sexual não é hipocondria?
Posso considerar poligamia como um tipo de tratamento médico?
Doença venérea é um tipo de efeito colateral?
Fazer uma ménage à trois significa aumentar a dose da medicação recomendada?
Boneca inflável é placebo?
Vibrador elétrico é um equipamento usado para tratamento de choque?
Stripers podem ser consideradas profissionais da saúde?
SUS significa Saúde Urgente c/ Sexo?
A expressão "gozar de boa saúde" significa isso que estou pensando?
Os hospitais públicos e postos de saúde serão obrigados a contratar profissionais do "séquiço"?
Bordéis precisam ter um médico de plantão?
O que meu dentista quer dizer quando recomenda manter em dia saúde oral?
Políticos não deveriam ter saúde de ferro por viverem fu... o povo?

domingo, 9 de maio de 2010

José Antônio Franco Villeroy


No domingo passado, fui ao show do meu ídolo Totonho Villeroy.
Foi meu momento mais feliz do ano, uma emoção única, em vários momentos do show me senti emocionada.
Somente quem é fã, consegue entender a importância de ver a pessoa que você idolatra tão perto, cantando e encantando. O coração batendo descompassado, as mãos trêmulas, a ansiedade antes do show e sorriso no rosto após.
José Antônio Franco Villeroy significa perfeição!